
Segundo Landis, sua história com doping começou justamente quando se juntou ao time do sete vezes campeão do Tour, a mais importante competição de ciclismo do mundo. Em 2002, ele foi contratado pelo time US Postal Service e teve acesso a uma série de substâncias proibidas para melhora de performance.
Em e-mails enviados às federações dos EUA e mundial de ciclismo e órgãos de controle de doping, ele conta que, no período, usou sete métodos diferentes de doping: EPO e transfusões de sangue (que aumentam a oxigenação no sangue), testosterona e HGH (para força) e tratamentos experimentais com hormônio feminino e insulina.
Ele diz que Armstrong e os também ciclistas norte-americanos Levi Leipheimer e Dave Zabriskie, além do técnico Johan Bruyneel, participavam do esquema. A revelação mais chocante envolve as transfusões de sangue. Em 2003, ele teria viajado para a Espanha e, em três semanas, tirado dois litros e meio de sangue, que foram usados durante o Tour de France do mesmo ano.
Landis afirma que o sangue foi retirado no apartamento de Armstrong e armazenado em bolsas pertencentes a Armstrong e George Hincapie, outro ciclista. O material era guardado em um refrigerador dentro do armário de heptacampeão e a função de Landis era checar, diariamente, a temperatura do sangue e garantir que "ele não estragasse".
As acusações foram consideradas "uma tentativa desesperada de voltar à mídia" e vingança pelo presidente da UCI, Pat McQuaid. A entidade lamentou que Landis tenha tornado públicas as acusações antes que uma investigação pudesse ser feita.