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20/5/2010 - Armstrong descarta integrar esquema de doping na Volta da França

O ciclista norte-americano Lance Armstrong, heptacampeão do Tour da França, negou todas as acusações feitas por Floyd Landis, primeiro ciclista a conquistar o título da Volta da França e perdê-lo por uso de doping. Em uma série de e-mails revelados pelo Wall Street Journal e em um entrevista à ESPN, ele revelou um esquema de doping envolvendo Armstrong, o maior nome da história da modalidade.

                                      <strong>ACUSAÇÕES</strong> Armstrong volta ao centro de polêmicas. Segundo Landis, sua história com doping começou justamente quando se juntou ao time do sete vezes campeão do Tour, a mais importante competição de ciclismo do mundo. Em 2002, ele foi contratado pelo time US Postal Service e teve acesso a uma série de substâncias proibidas para melhora de performance.

O norte-americano disse que "não vale a pena nem sequer comentar as acusações" lançadas por Landis. "Não vou gastar meu tempo e nem o de vocês", declarou Armstrong após ser questionado sobre o caso pelos jornalistas.

Segundo Landis, sua história com doping começou justamente quando se juntou ao time do sete vezes campeão do Tour, a mais importante competição de ciclismo do mundo. Em 2002, ele foi contratado pelo time US Postal Service e teve acesso a uma série de substâncias proibidas para melhora de performance.

Em e-mails enviados às federações dos EUA e mundial de ciclismo e órgãos de controle de doping, ele conta que, no período, usou sete métodos diferentes de doping: EPO e transfusões de sangue (que aumentam a oxigenação no sangue), testosterona e HGH (para força) e tratamentos experimentais com hormônio feminino e insulina.

Ele diz que Armstrong e os também ciclistas norte-americanos Levi Leipheimer e Dave Zabriskie, além do técnico Johan Bruyneel, participavam do esquema. A revelação mais chocante envolve as transfusões de sangue. Em 2003, ele teria viajado para a Espanha e, em três semanas, tirado dois litros e meio de sangue, que foram usados durante o Tour de France do mesmo ano.

Landis afirma que o sangue foi retirado no apartamento de Armstrong e armazenado em bolsas pertencentes a Armstrong e George Hincapie, outro ciclista. O material era guardado em um refrigerador dentro do armário de heptacampeão e a função de Landis era checar, diariamente, a temperatura do sangue e garantir que "ele não estragasse".

As acusações foram consideradas "uma tentativa desesperada de voltar à mídia" e vingança pelo presidente da UCI, Pat McQuaid. A entidade lamentou que Landis tenha tornado públicas as acusações antes que uma investigação pudesse ser feita.

O ciclista afirmou que deu as declarações porque o prazo de sete anos para acusações da Agência Mundial Antidoping estava terminando e "se não falasse agora, não adiantava falar mais". No passado, Landis sempre negou o uso de doping. Sua punição na Volta da França de 2006, que ele venceu, foi originada por níveis anormais de testosterona.
 
 
 
 
fonte: UOL Esporte
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